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20May Apex aproveita Copa para promover negócios com executivos estrangeiros.

Apex aproveita Copa para promover negócios com executivos estrangeiros.

Enquanto os jogadores das 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo disputarão a taça de campeão, executivos de 708 empresas e entidades setoriais entrarão em campo durante o mundial de futebol para tentar fechar contratos de exportação ou atrair investimentos para o Brasil. Eles fazem parte da ação de marketing de relacionamento que será promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) durante o torneio, a qual trará ao Brasil 2.300 empresários de 104 países para a realização de agendas de negócios.

Estão envolvidas no projeto empresas de 76 setores e 18 Estados, mas os segmentos mais demandados são os de casa e construção e o de alimentos, bebidas e agronegócios. No Rio Grande do Sul, há um número significativo de convidados relacionados à área de máquinas e equipamentos.

A meta da Apex é ultrapassar o volume de negócios impulsionados por ação semelhante realizada na Copa das Confederações, no ano passado: US$ 1,8 bilhão em exportações e US$ 1,2 bilhão em atração de investimentos. Desta vez, a intenção da agência é aumentar o esforço nas ações que visam a atração de investimentos: 30 empresas estrangeiras - grupos interessados em realizar investimentos produtivos, gestores de fundos e de grandes fortunas - irão tratar da possibilidade de aportar recursos no Brasil com 11 interlocutores brasileiros.

"A gente quer superar esses US$ 3 bilhões, e eu não vejo a menor chance de não superar", disse ao Valor o diretor de Negócios da Apex, Ricardo Santana, segundo quem o investimento estrangeiro direto que está na mira da agência é aquele que pode trazer impacto na cadeia produtiva do Brasil e tornar as exportações do país mais competitivas. "O interesse delas [empresas participantes da ação] ao trabalhar com a gente na Copa do Mundo agora é trazer fornecedores de algumas partes de seus processos que eles importam para o Brasil, mostrando que o Brasil é um mercado importante e aqui eles têm a garantia de ser fornecedor. E também para que consigam ganhar competitividade."

A GE é uma das companhias que convidaram fornecedores para a Copa do Mundo a fim de convencê-los a investir no Brasil. Ela receberá representantes de quatro empresas - três do setor de energia eólica e outra que também trabalha nesta área, mas virá para a Copa devido à sua atuação no segmento de óleo e gás. A GE levará esses executivos ao camarote da Apex na Arena Corinthians, no jogo de abertura do mundial, e tentará que elas entrem ou reforcem suas posições no Brasil a fim de atender às exigências legais de conteúdo nacional em seus produtos, obter ganhos de competitividade ao ter fornecedores mais perto e reduzir riscos de desabastecimento.

Segundo Antonio Paulo Bianchi, executivo da GE responsável pelo projeto feito em parceria com a Apex e o desenvolvimento de fornecedores e suporte na América Latina, esses contatos poderão gerar investimentos de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões para a produção de equipamentos necessários à operação de usinas eólicas, US$ 100 milhões na instalação de uma unidade de produção de matérias-primas feitas de aço e US$ 50 milhões na fabricação de peças de alta precisão usadas no setor de óleo e gás. "Parte desses fornecedores pode ser exportadora das unidades do Brasil para algum business da GE lá fora, mas o foco é o mercado nacional e atender os gargalos que a gente encontra", disse Bianchi.

Além do camarote no estádio de São Paulo, a Apex contará com espaços VIP nas arenas do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza. Antes ou depois de assistirem aos jogos da Copa, os executivos convidados participarão de 800 rodadas de negócios, palestras, reuniões, visitas a fábricas e degustações de produtos.

As passagens e agendas paralelas são bancadas pelas empresas, enquanto a Apex arca com a hospedagem, os custos de logística e os camarotes. "Nós validamos todos os nomes que chegam aqui. Se a gente não validar a agenda, a gente não entra com a nossa parte do investimento", disse Santana.

Fonte: Valor Econômico