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16Dec Arroz aproveita dólar para exportar.

Arroz aproveita dólar para exportar.

Arroz - Arroz aproveita dólar para exportar
Data: 15/12/2015

Os indicadores do arroz chamaram a atenção em novembro: importações, produção e produtividade menores contra exportação maior - impulsionada pelo dólar alto. Isso significa que o volume do grão para o mercado doméstico diminuiu, logo, preços mais altos para o consumidor final já estão à vista.

A colheita da safra 2015/ 2016 poderá chegar a 11,9 milhões de toneladas, 4,1% inferior a de 2014/ 2015, mostra o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A pressão veio da retração na área semeada, de 3,8%, totalizando 2,2 mil hectares; com produtividade esperada de 5,4 mil kg/ha, leve baixa de 0,3%.

 

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor da cultura, o excesso de chuvas provenientes do fenômeno climático El Niño afetaram a semeadura da lavoura. Em relatório, a Conab espera produtividade de 7,5 mil kg/ha para a região, 2,6% menor que a da temporada anterior. Entre os rizicultores, a projeção é de perdas mais profundas, entre 10% e 12%, conta ao DCI o diretor técnico do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Maurício Fischer.

 

Produzimos o suficiente para o nosso abastecimento, mas temos entrada de arroz do Mercosul, isso gera um excedente que nos dá possibilidade de exportar de 10% a 15% da produção , explica o executivo. O câmbio desfavoreceu o agricultor, onerando as despesas do campo - que subiram em paralelo aos aumentos da energia elétrica e do diesel - mas também os tornou mais competitivos lá fora.

 

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, em novembro, os embarques do setor somaram 184 mil toneladas, 45,5% superior na variação mensal. No acumulado do ano, foram 1,16 milhão de toneladas, 9,27% acima que o mesmo período de 2014.

 

Em um movimento inverso, as importações - que também ficaram mais caras - reduziram em 11,9% em novembro ante outubro, somando 47,3 mil toneladas. Em 2015, até o mês passado, as compras externas totalizam 463 mil toneladas, 42,6% inferior às de 2014.

 

Neste cenário, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacam que, no acumulado do ano até a semana passada, o indicador de preços pela saca de 50 kg no Rio Grande do Sul subiu 7,6%.

 

Alguma coisa vai ter que ser repassada [para o consumidor final] como todos os demais produtos da cesta básica , diz Fischer sobre os custos.

 

Fonte: DCI - SP